O papel do enfermeiro na sensibilização da doação de órgãos em casos de morte encefálica no Brasil
Resumo
Introdução: O Brasil se destaca mundialmente na doação de órgãos, mantendo altos índices mesmo durante a pandemia de COVID-19, com avanços em sensibilização e conscientização da população. A promulgação de leis como a Lei Tatiane fortalece os esforços para intensificar essa conscientização. A doação pode ser realizada tanto por doadores vivos quanto por aqueles diagnosticados com morte encefálica, com exigências específicas de autorização e compatibilidade. A confirmação da morte encefálica é essencial para viabilizar a doação, exigindo diagnósticos precisos e procedimentos adequados. O enfermeiro atua no cuidado técnico ao doador e na comunicação humanizada com as famílias, criando um ambiente de confiança e apoio emocional. A clareza nas informações sobre a morte encefálica e os procedimentos necessários é essencial para reduzir resistências familiares e aumentar a aceitação da doação. Além disso, o manejo clínico de pacientes com morte encefálica exige cuidados específicos para preservar a viabilidade dos órgãos, com o enfermeiro monitorando funções vitais, estabilizando o paciente e garantindo a realização dos procedimentos necessários. O sucesso do processo depende da capacitação contínua dos profissionais para lidar com os aspectos técnicos e emocionais do cuidado. Objetivo: Descrever o papel do enfermeiro frente à sensibilização da doação de órgãos no Brasil. Métodos: Revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, focada na identificação de problemas de pesquisa relacionados ao tema proposto. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, sem restrições quanto ao idioma, desde que estivessem disponíveis integralmente e apresentassem relevância para a temática em questão. Conclusão: A humanização no atendimento, com ênfase na escuta terapêutica e empatia sensibiliza e obtém a aceitação familiar no processo de doação de órgãos. Enfermeiros, como protagonistas desse cuidado, precisam de capacitação contínua e apoio institucional para enfrentar os desafios e garantir a assistência mais humanizada e eficaz.
Palavras-chave
Texto completo:
PDFReferências
Ministério da Saúde (BR). Facilidade: Doação de órgãos será facilitada por aplicativo [internet]. Ministério da Saúde (BR); 2024. [citado 2024 mai 1]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/abril/doacao-de-orgaos-sera-facilitada por-aplicativo
Figueiredo CA, Marconato AMP, Saidel MGB. Equipe de enfermagem na doação de órgãos: revisão integrativa de literatura. Revista Bioética. 2020; 28(1): 76-82.
Santos JR. Contribuições da equipe de enfermagem no cuidado ao paciente com diagnóstico de morte encefálica internado na unidade de terapia intensiva. Research, Society and Development. 2023; 12(2): 1-14.
Furtado LBS, Filho IMM, Sousa TV, Roure JGR, Lima TP, Arantes AA, et al. The role of the nurse in front of cases of brain death and donation of organs and tissues. Research, Society and Development. 2021; 10(2): 1-11.
Menezes VO, Santos VLO, Costa SHLP. Atuação de enfermagem no processo de captação e transplante de órgãos no Tocantins de 2018 a 2022. Facit Business and Technology Journal. 2023; 1(47): 191-209.
Marinho CLA, Santana JRC, Leite AMC, Conceição AICC, Simas GCS, Fernandes FECV. Caracterização do processo de doação de órgãos em uma região do nordeste brasileiro. Enfermería Actual de Costa Rica. 2023; 44(1): 1-14.
Tannous LA, Yazbek VMC, Giugni JR, Garbossa MCP, Camara BMD. Manual para notificação, diagnóstico de morte encefálica e manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos. 3 ed. Curitiba: Secretaria do Estado de Saúde do Paraná; 2018.
Marigo TA, Profeta CEM, Almeida CG, Tavares SS, Contini ICP, Silveira MSN. Recusa familiar no processo de doação de órgãos: atuação do enfermeiro e entrevista familiar. Medicus. 2022; 4(2):33-41.
Filho JBS, Lopes RE, Bispo MM, Andrade AP. Enfermagem e a sensibilização de famílias na doação de órgãos e tecidos para transplante: revisão integrativa. Revista de enfermagem UFPE on line. 10(6): 4902-4908.
Marques MM, Melo AG. Atuação do enfermeiro frente as fragilidades encontradas no processo de doação de órgãos: revisão integrativa. Revista Faculdades do Saber. 2024; 9(21): 210-221.
Knihs NS, Feisther LC, Santos J, Silva RM, Paim SMS, Schirmer J, et al. Brain death communication with parents of children and adolescents: care strategies. Revista Brasileira de Enfermagem. 2022; 75(3): 1-7.
Moura ALG. Morte encefálica e transplante de órgãos: a importância da assistência de enfermagem prestada ao potencial doador de órgãos [tcc]. Brasília: Centro Universitário de Brasília; 2020.
Santos MRF. Doação de órgãos: a atuação do enfermeiro nesse processo [tcc]. Arquimedes: Centro Universitário FAEMA; 2022.
Magalhaes ALP, Oliveira RJT, Ramos SF, Lobato MM, Knihs NS, Silva EL. Gerência do cuidado de enfermagem ao paciente em morte encefálica. Revista de Enfermagem. UFPE On Line. 2019; 13(4): 1124-1132.
Ouchi JD, Lupo APR, Alves BO, Andrade RV, Fogaça MB. O papel do enfermeiro na unidade de terapia intensiva diante de novas tecnologias em saúde. Revista Saúde em Foco. 2019; 10(1): 412-428.
Ministério da Saúde (BR). Doação de órgãos: Brasil bate recorde de doadores de órgãos no primeiro semestre do ano [internet]. Ministério da Saúde (BR); 2023. [citado 2024 abr 22]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/agosto/brasil-bate-recorde-de-doad ores-de-orgaos-no-primeiro-semestre-do-ano
União (BR). Resolução Nº 2.173, de 23 de novembro de 2017. Define os critérios do diagnóstico de morte encefálica [internet]. Diário Oficial da União: seção 1. Brasília (BR); 2017. [citado em 2024 abr 28]. Disponível em: https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20171205/19140504-resolucao-do-conselho-fede ral-de-medicina-2173-2017.pdf.
Rodrigues SLL. Recusa para doação de órgãos e tecidos na perspectiva da família [tcc]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2019.
Rodrigues SLL, Boin IFSF, Zambelli HJL, Sardinha LAC, Ataide EC, Fernandes MEN. Fatores relacionados à não autorização da doação de órgãos e tecidos junto a familiares que recusaram a doação. Brazilian Journal of Transplantation. 2021; 24(4): 10–18.
Calixto ACV. Conhecimento de profissionais e trabalhadores da saúde sobre o processo de doação e transplante de órgãos e tecidos, GO [dissertação]. Goiânia: Universidade Federal do Goiás; 2019.
Venturin MDDL, Amaral AF, Matioli ALO. Doação de órgãos: transformando dor em esperança de vida. In: Tópicos especiais em ciências da saúde: teoria, métodos e práticas. Ponta Grossa: Aya. 2022. p. 254- 269.
Lemes GP, Costa BR, Cabral IEG, Pereira NV, Martins ACVC, Oliveira MAS. Dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no processo de doação e transplante de órgãos. Revista Multidisciplinar em Saúde. 2023; 4(1): 81–87.
Oliveira KCL, Nihei OK. Doação de órgãos: fatores dificultadores e desafios. Revista Pleiade. 2018; 12(23): 23-29.
Faria JG, Branco LM, Miyazaki MCOS, Duarte PS, Filho MA. Doação de órgãos para transplantes: informação e opinião de moradores do interior do estado de São Paulo. Brazilian Journal of Transplantation. 2007; 10(3): 752–755.
Lima ERL, Heis RMFV. Análise dos processos logísticos do transporte aéreo de órgãos no estado de Santa Catarina. Revista Brasileira de Aviação Civil &. 2023; 1(2): 33-62.
Sindeaux ACA, Nascimento AMV, Campos JRE, Campos JBR, Barros AB, Luz DCRP. Cuidados de enfermagem dispensados ao potencial doador de órgãos em morte encefálica: uma revisão integrativa. Nursing Edição Brasileira. 2021; 24(272): 5128–5147.
Oliveira FF, Honorato AK, Oliveira LSG. Fragilidades e vivências de enfermeiros na abordagem a família do doador de órgãos e tecidos. Nursing Edição Brasileira. 2021; 24(280): 6157–6168.
Magalhães JB, Schulz RS, Borges TP, Barata RS, Sampaio KCP, Lima RR, Rosa DOS. Desafios da enfermagem no processo de doação para transplante de órgãos: revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2020; 12(10): 1-10.
Marcondes CC, Costa AMD, Pessôa J, Couto RM. Abordagem familiar para a doação de órgãos: percepção dos enfermeiros. Rev Enferm UFPE on line. 2019; 13(5):1253-63.
Carvalho VAC, Paiva LR. Qualificação do(a) enfermeiro(a) que participa do processo de doação de órgãos na morte encefálica. Rev Enferm Atenção Saúde. 2024; 13(1): 1-16.
Apontamentos
- Não há apontamentos.
Direitos autorais 2024 Roberta dos Santos Barbosa
